Trabalhar menos?




Perpetual Guardian, não vos diz nada pois não? Certo, a mim também não dizia, mas ao que parece, é uma empresa na Nova Zelândia onde os funcionários, 240, passaram a ter mais um dia de folga, ou seja, só trabalham quatro dias. Durante oito semanas, começando em março, foi um projeto piloto, que teve resultados tão bons, que deverá passar a ser regra.

Mas que lições tirar?

Já há bastante tempo que tenho vindo a defender que a carga horária de trabalho deveria ser 6h por dia e não as 8h. O que na prática também retira um dia de trabalho por semana. Há vários estudos, e esta experiência do outro lado do mundo mostra, mais uma vez, os resultados positivos, que menos trabalho aumenta a produtividade e reduz o stress. Eu iria mais longe e acredito que uma medida destas poderá baixar o nível de desemprego e aumentar a qualidade do trabalho, mas isso seria a realidade a provar.

Para que este continue a ser um apontamento básico, fica apenas a mentalidade com que esta política foi experimentada: é que o diretor da empresa não reduziu nos contratos a carga horária, este não é um direito, é respeito mútuo, enquanto os trabalhadores derem a produtividade esperada, ele continua a dar este presente. Estamos perante uma gestão por objetivos, portanto. O resultado para mim mais interessante é que, antes da experiência, apenas 54% dos funcionários admitia que conseguia conciliar a vida pessoal com a profissional, depois dela, a percentagem passou para os 78%. Adicionalmente, os funcionários começaram a contribuir com ideias inovadoras como automatização de processos e redução de desperdícios de tempo, nomeadamente relacionados com o uso da internet…

Para quando uma experiência destas em Portugal?

NOTA: já agora, uma vez que faz parte do pelotão da frente, a empresa conta ainda com uma grande jogada de marketing. É o bónus...

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